
home : especialidades clínicas : cirurgia e enxertos ósseos
Cirurgia e Enxertos Ósseos
Após a perda de um dente, o osso que se encontrava ao redor do dente é reabsorvido - freqüentemente deixando um rebordo de osso extremamente estreito. A fim de colocar um implante, o rebordo do osso é expandido, como se fosse um pedaço de papelão corrugado sendo expandido para proporcionar um espaço mais largo entre cada lado. Para o maxilar, isso é conseguido ao mesmo tempo que o implante é colocado; para a mandíbula, há necessidade de uma segunda consulta cirúrgica aproximadamente três semanas depois.
Um enxerto ósseo é um procedimento cirúrgico para acrescentar altura ou largura ao osso maxilar de modo a aumentar seu volume para colocação de um implante.
Levantamento de Seio Maxilar
O levantamento do seio maxilar com enxerto é uma das melhores opções para a obtenção de altura óssea suficiente para a instalação de implantes osseointegráveis, desde que exista um mínimo de 5 mm de rebordo ósseo no momento da cirurgia. Em muitas situações os pacientes não possuem quantidade suficiente de osso para a instalação de implantes. Na maioria dos casos uma solução seria o uso de enxertos, tanto autógenos como alógenos, tornando o procedimento com maior morbidade, mais demorado e de menor aceitação pelos pacientes (HALLMAN, SENNERBY, LUNDGREN, 2002; KARABUDA et al., 2001).
Uma alternativa clínica para esses casos seria a instalação dos implantes no mesmo momento da enxertia (ARTZI, NEMCOVSKY, DAYAN, 2002; TAWIL, MAWLA, 2001). Para isso, são necessários implantes com características diferenciadas, que permitam uma excelente ancoragem, mesmo com reduzida quantidade e qualidade óssea.
Após a extração de um dente, a parede bucal sofre uma remodelação mais rápida que a parede palatina. Na área anterior da maxila, a largura da crista diminui de 40% a 60% nos três primeiros anos após a perda do elemento dental, e no período de cinco anos a largura da crista é de 3 mm, adotando a forma de lâmina de faca Os processos de reabsorção após perdas dentárias são freqüentes devido à falta de estímulo mastigatório ocasionando perda inicial em largura e após altura no rebordo alveolar ósseo.
O sinus lift com enxerto de osso pode ser realizado com diversos materiais de enxertia, incluindo osso autógeno, aloenxerto, xenoenxerto e material aloplástico, sendo considerado um procedimento com alto índice de sucesso.
As elevações do seio maxilares foram inicialmente propostas por TATUM em meados dos anos 70, sendo descritos procedimentos em dois tempos cirúrgicos com enxertos particulados de crista de ilíaco por (BOYNE; JAMES, 1980) com fase de cicatrização de 4 a 6 meses para permitir integração biológica do enxerto.
Deve-se ter como meta dois objetivos principais em relação às reconstruções ósseas na maxila posterior.
- Reconstruir o tecido ósseo perdido em forma, posição e quantidade aceitável;
- Propiciar que o osso ancore implantes dentários.
O enxerto ideal deve apresentar características osteogênicas para estimular osteoblastos vivos a formar osso novo, osteocondutiva servindo como arcabouço para a invasão de vasos provenientes do osso vizinho, além de ser osteoindutiva para estimular células mesenquimatosas a se diferenciar em osteoblastos conforme (HAAS; BARON; DONATH et al., 2002).
A utilização de técnicas de levantamento sinusal foram aprimoradas de modo a viabilizar seu procedimento em consultórios e ambulatórios de especialidade graças aos substitutos ósseos que foram recomendados por vários autores através de pesquisas, podendo ser encontrados em quantidade ilimitada e, utilizados isoladamente ou em combinação com o osso autógeno "próprio paciente".
Indicações de sinus lift (levantamento de seio maxilar):
- Desdentado total com pneumatização uni ou bilateral do seio maxilar.
- Desdentado parcial de pré-molares e/ou molares, com pequena altura do processo alveolar remanescente e distância interoclusal preservada.
- Inserção de implantes unitários com dentes adjacentes rígidos.
- Pacientes com altura óssea de 5 mm ou inferior medido desde o rebordo alveolar ao assoalho.
CASOS CLÍNICOS




Referencias bibliográficas
BOYNE, P. J.; JAMES, R. A. Grafting of the maxillary sinus floor with autogenous marrow and bone. J. oral Surg. v. 38, p. 222-7, 1980.
CHIAPASCO, M.; RONCHI, P. Sinus lift and endosseous implants-preliminary surgical and prosthetic results. Eur. J. Prosthodont. Rest. Dent. v. 3, n. 1, p. 15-20, 1994.
HAAS, R.; BARON, M.; DONATH, K. et al., Porous hydroxyapatite for grafting the maxillary sinus: a comparative histomorphometric study in sheep. Int. J. oral Maxillofac. Implants, v. 17, n. 3, p. 337-46, 2002.
HALLMAN, M.; NORDIN, T. Sinus floor augmentation with bovine hydroxyapatite mixed with fibrin glue and later placement of nonsubmerged implants: A retrospective study in 50 patients. Int. J. oral Maxillofac. Implants, v. 19, n. 2, p. 222-7, 2004.
